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sábado, 12 de março de 2016

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Cada vez sinto mais que vim parar a este curso por impulso. Que vim parar a esta universidade por me ter apaixonado pela cidade.
Não me interpretem mal, foi uma decisão mais do que ponderada. Tinha 3 planos de candidatura (estaria dependente dos exames) e este era o mais realista e o plano C. Acredito que tudo acontece por uma razão, e não poderia estar mais ciente disso, visto estar no curso certo para mim.

Estou a meio da minha licenciatura e aperceber-me disso deixa-me com um aperto no peito. Este ano e meio passou demasiado rápido, com vários altos e baixos, cadeiras em que me apaixonei pelo que aprendi, outras em que me desapaixonei pelo que pensava que gostava. Conheci pessoas espectaculares (e continuo a conhecer), ri e chorei muito, saí à noite e dancei muito, conheci recantos espectaculares nesta cidade que já possui o meu coração, à qual chamo segunda casa.

Olhando para trás, continuo a pensar que foi sorte, "destino", ou algo do genero a colocar-me aqui, porque não sabia (quase ninguém sabe) para o que vinha, afinal o que é o curso. Quando me perguntam o que é, após este ano e meio, continuo sem saber responder. "Computadores", respondo quando não me apetece explicar ou sei que a pessoa só vai reter isso. "Programação, fotografia e video e edição destes em linhas gerais", respondo outras vezes. E vem a ideia da programação ser um bicho papão, o meu "Adoro, quero fazer isso da vida" e a cara de espanto porque, honestamente, se quando acabei o secundário alguém me dissesse "Vais adorar programação" eu iria rir e chamar essa pessoa de maluca. Posso ainda mudar de ideias, mas neste momento quero fazer sites e essas coisas.

Doí pensar que daqui a 1 ano e meio, possivelmente, sairei de Aveiro, visto não ter intenções de seguir mestrado aqui.

"São os melhores anos da tua vida". Frase clichê? Sim! Muito! Mas muito real! Estão a ser, definitivamente, os melhores anos da minha vida. Cresci muito (infelizmente, não em altura), aprendi mais do que as unidades programáticas das cadeiras, sai do meu ninho sozinha, sem nenhum familiar ou amigo para amparar a queda quando as asas falharem. Minto! Tenho quem me apare a queda, encontrei pessoas espectaculares! Tenho as melhores colegas de casa do mundo! (sim, são mesmo! 3 desconhecidas que sempre estiveram aqui para me aparar as quedas, que me deixam bater com a cabeça na parede para depois dizerem "sabíamos que ia acontecer, mas só assim aprenderes. Agora, vamos lá pôr tudo no sitio".

Estou a meio da licenciatura e a adorar tudo. Estou a meio da licenciatura e não quero acabar. Estou a meio da licenciatura e sou feliz.

"Aveiro dos estudantes e das cintilantes
Não vamos esquecer
Que seremos teus amantes
Até morrer..." 

quinta-feira, 8 de outubro de 2015

Universidade | Mudança de Pensamento


O meu curso mudou muito a maneira de olhar para as coisas (e só passou um ano!). Não só em olhar para as coisas/assuntos de maneira mais critica mas também mais especificamente nas áreas estudadas, ora vejam pensamentos/frases que digo:
-"Que transição top!" - series, filmes e tudo isso analisados;
-"Qual será a marca da máquina? Aposto que aquela lente custou milhões e deve ser uma X" - já não posso ver pessoas de máquina na mão;
-"Isto é gravado em estúdio e em fundo verde, consegue-se perceber ali naquele canto!"
-"Oh, mas que mal feita esta cena!"/ "E estes efeitos que são tão pouco naturais?"
-"Este som? Desiste, foi tudo dublado depois de feito!" - os filmes nunca mais tiveram o mesmo impacto :(
-"Este filme está tão mal sonorizado!"
-"O algoritmo disto deve ser super complexo!" - e depois começo a pensar como faria...
-"Este algoritmo está meio pifado!" - quando na escola de condução a fazer testes saíram duas perguntais iguais seguidas

É esta a ideia... mas com muito mais frases!

domingo, 13 de setembro de 2015

Universidade | 1º ano

Amanhã começa um novo ano. O meu segundo ano num curso que se revelou mais do que esperava.
Entrei na minha primeira opção, em Aveiro, a mais de 200km de casa. Não conhecia ninguém. Sou uma pessoa que quando não conhece os outros sou envergonhada, meio tímida. Quando conheço venha a loucura!
A primeira semana e meia foi o pior tempo da minha vida. Longe de casa, tinha de cozinhar, adaptar-me e tudo isso... A praxe (que falarei noutro post) fez com que conhecesse o pessoal e isso influenciou muito a adaptação. As raparigas da casa onde fiquei foram as melhores pessoas pois tentaram integrar-me ao máximo não só em casa como na universidade como na cidade. Na primeira quinta-feira levaram-me logo a jantar com os antigos vizinhos. Levaram-me à serenata. Levaram-me às compras. Obrigaram-me a sair de casa em vez de me deixarem deprimir por não ter amigos.

Ao fim de 1 semana e meia ou 2 semanas comecei a estabelecer relações com o meu curso. E isto passou a ser a minha realidade:

Tudo começou a depender do computador: falar com os colegas (no norte todos são de uma operadora diferente da minha), para trabalhar nas aulas, para estudar.
O primeiro semestre serviu para integração e para perceber que o curso era melhor do que esperava.
Porém não consegui fazer uma cadeira em avaliação continua: o cadeirão. Comecei a questionar o que estava a fazer no curso, se era mesmo aquilo que queria. Eu gosto é de psicologia.
Nesta altura já tinha uma grande rede de suporte em Aveiro e não tinha só os meus pais a dizerem que estava a ser parva com esta ideia.
Fiz a cadeira em exame (com a nota mínima, mas está feita!) e fiz todo o 2º semestre à primeira.
A minha média não é perfeita mas é aceitável (13,9 yey!).

Agora resta-me esperar que o 2º ano seja tão bom ou melhor que o 1º.
Vamos lá! Custa é pensar que só me faltam 2 anos ...

sábado, 5 de setembro de 2015

Universidade | Colocações

Faz hoje um ano que andava num misto entre medo e ansiedade. Faz hoje um ano que estava num casamento, numa aldeia com pouca rede. As colocações poderiam começar a sair à tarde e o casamento começou às 16h.... obvio que não podia estar colada na página da DGES. Soube por volta das 18 ou 19h, quando cheguei ao hotel do copo de água e pude ir à net num computador que lá estava. Fiquei colocada na minha primeira opção. A mais de 200km de casa. No dia das matriculas disse aos meus pais a meio do caminho "esqueçam, vamos voltar para trás... é demasiado longe e não quero fazer este caminho todas as semanas! Na segunda fase concorro para mais perto" Obrigada pai e mãe por me obrigarem a ir e por me obrigarem a ficar quando quis desistir no fim do primeiro semestre!

Tenho apenas a desejar a melhor sorte a quem aguarda ansiosamente por resultados! Espero que entrem no que querem e se não entrarem, no minimo, fica a experiência e ficam a saber o que não querem!
Corram atrás dos vossos sonhos e sejam felizes!

Ah, e aproveitem o primeiro ano, que foi só o melhor ano da minha vida e repetia sem pestanejar!